terça-feira, 27 de dezembro de 2011

OLHOS PARANOICOS


Veja estes olhos...
Paranoicos olhos;
Velhas lentes da vida;
Secos pelos ventos;
Riscados pelo tempo;
Veja estes olhos;
Mórbidos olhos;
Eles falam e choram;
Criam e destroem;
Com chuvas e trovões;
Em suas visões;
Veja estes olhos;
Ofuscados olhos;
Telescópios dos tempos;
Em seus movimentos;
Vêem nuvens em cores;
Nos dias e noites;
Veja estes olhos;
Loucos olhos;
Eles correm através da madrugada;
Para morrerem;
Neste horizonte deserto;
Agora eu vejo certas cenas;
Cenas de um passado remoto;
Em fusão com um futuro incerto;
E estes olhos se tornam escuros;
Feito buracos negro no espaço;
Eles rompem com a distância;
Premeditando um sentido;
Que um dia faltou.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A CELEBRAÇÃO DO POETA



Hoje a vida celebra o poeta;
Que em sua arte expressa sem nenhuma pretensão;
Todo sentimento que lhe vai na alma;
Impressões e quimeras impregnadas no papel;
Transformando a tinta em confissões;
Que decifram o enigma de um coração;
Ele segue com seus versos, rimas e estrofes;
Metafóricos por vezes melancólicos.
Que hoje o poeta deixe fluir toda emoção contida;
Por vezes incompreendida por vezes sucumbida;
Fonte inesgotável do teu ser;
Hoje o menino de outrora;
Revestido na armadura do cérebro do homem;
Revive em teu olhar;
Cada vez que teu rosto se ilumina num sorriso;
Cada vez que resgata teus sonhos pueris;
Mas o poeta não existe sem os sonhos do menino;
E o menino sem a fortaleza do homem;
E o homem sem o universo do poeta;
Hoje a vida te convoca poeta;
Com todos os devaneios do menino;
Com todo o equilíbrio do homem;
Com toda emoção das tuas linhas;
Ou dos teus traços;
Hoje a vida quer renovar contigo;
Um compromisso;
Ela te chama para tomar posse;
Daquilo que te pertence por direito divino;
Que justifica tua existência;
Finalidade de tua criação;
A felicidade incondicional.
Há muito ainda para contar;
Teu horizonte se amplia na tua inspiração;
A solidão não precisa ser a sina do artista.

rsf.






domingo, 18 de dezembro de 2011

NA MARGEM DO RIO


Na margem do rio;
O Sol um sorriso seu refletiu;
Assim tao lindo meio que infantil;
Rasteiro feito manto verde;
Aos pés do dourado espelho;
Contemplo nuvens e pássaros;
Num instante derradeiro;
No ganido dos ventos;
Meus olhos se fecharam;
Pensamentos inundaram;
Sua ausência meu corpo sentiu;
Na margem do rio;
Uma lágrima caiu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TRANSBORDANDO


Mutantes da noite a procura de emoção;
Desejos...
Mentes etílicas;
Loucuras explícitas;
Mulheres feito noites de verão;
O som da melodia nos leva ao êxtase;
E através de um alucinado coração;
Eu rompo com o seu silêncio;
Você quer me matar?
Ou você quer me amar?
O anjo camufla os pecados;
Que se esconde atras destes olhos insanos;
já nas ruas solitárias;
O velho trovador entorpecido;
Encosta sua viola;
E agora os primeiros pássaros é que cantam;
Anjo velado;
Tome minha glória;
Tome meu corpo;
Tome meus olhos;
Para que eles não mais vejam;
Os fascínios destas malditas noites;
Tome meu desejo;
Para que ele não se corrompa;
Com a primeira que me olhar dos pés a cabeça;
E leve junto minha estupidez compulsória;
Que reside neste velho;
Coração vazio;
Leve-os para os insetos;
Que lá no Amazonas repousam.







terça-feira, 6 de dezembro de 2011

TRANSPOSIÇÃO


Pintei em minha mente um  mundo colorido;
De cores tão intensas quanto contrastantes;
De uma perspectiva quase que infinita;
De dimensões ainda não conhecidas;
Criei um céu tão majestoso;
Que pudesse comportar dois astros;
De uma mesma grandeza;
E uma noite tão cintilante;
Como teto para cadentes estrelas;
Pintei rios de paixão;
Que serpenteavam curvas de um corpo nu;
Até desaguar no grande oceano do amor;
Criei planícies imensuráveis;
Onde o espírito da liberdade;
Dotado pelo ímpeto da verdade;
Pudesse correr sem limites;
E o vento de tempo a esmo osculasse minha face;
Na natureza  exuberante que tanto apreciei;
Enterrei tesouros aqui e ali;
Abri trilhas, alguma de contemplação;
Outras de pura emoção;
E outras ainda que prefiro desbravá-las acompanhado;
Criei vales e montes de terras férteis;
Onde a semente do desejo fecundada com amor;
Brinda com a vida flores de tons variados;
Exalando a libido pelos quatro flancos;
Energia motriz que flui no éter;
Pintei em minha mente um mundo colorido;
Que tomou boa parte;
Do meu grande silêncio;
Agora o que me anseia;
É encontrar uma grande e nobre 'tela';
Que possa absorver toda força;
Toda intensidade que desejei;
Que eu possa transpor com naturalidade e fluidez;
Que possa reprodizir com fidelidade;
Toda emoção e paixão que em mente sonhei;
E que tome todo o tempo de minha;
Errante e intensa existência.


AUFMERKSAMKEITSDEFIZIT-UND HYPERAKTIVITATSSTORUNG.

ADHD POESIE, CHONIKEN, ROCK, PHILOSOPHIE, ANFALLE EINES UNRNHIGEN GEISTES.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AINDA HOJE COMO NO PASSADO


Corremos atrás da emoção e da paixão;
Que nos move e nos sacia;
Corremos atrás do que nos comove;
E nos faz mais libertos;
Corremos atrás do que está por vir;
Do novo que ainda não veio;
Do que ainda espera por ser feito;
Do ato que ainda não se consumou;]
Almas sedentas de amor e compreensão;
Girassol em busca eterna do seu próprio Sol;
Não se busca o que a tormenta nos leva;
Não se busca o que o tempo oxida;
Busca-se algo até o fim de uma existência;
Busca-se algo que um dia se encontrou.

PARANOID


Meus nervos tremem;
Neste corpo sem controle;
Meus pensamentos fixos;
Sentem a falta de algo distante;
Meus olhos assustados;
Vêem minhas cores se desbotarem...

Agora novamente preso;
Fragmentado em pedaços;
Novamente você correu para o lado errado;
Novamente perdido;
Eu posso sentir seu medo;
E esta noite será tão longa; 
E este céu escuro poderá te cegar;
Siga esta estrada;
Mesmo que você possa se desintegrar;
Amanhã o Sol voltará a brilhar;
Mas eu sinto que ele poderá te queimar;
Dê um mergulho deixe seu espírito flutuar;
Mas tome cuidado para que essa água não possa te afogar;
Agora você morre aos poucos;
A espera de algo ou alguém que possa te salvar;
Seus dias de glória se tornaram relíquias do passado;
Dê uma volta na chuva deixe seu espírito levitar;
Paranoia constante não irá te mostrar
Que dias futuros poderão te curar.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DUAS FACES


A noite nos aguarda para mostrarmos quem podemos ser;
Quem for tolo que feche os olhos;
Quem for ator que faça sua cena;
Que caminhos devemos tomar?
Permanecemos no anonimato?
Ou colocamos amostra nossa estupidez compulsória?
Será que não basta o que temos?
Ou devemos ir atrás de mais?
Esta noite será tão longa;
Que tal mais uma dose?
Que tal uma nova garota?
Talvez mais duas?
Deixe-se levar pela hipocrisia;
Todos lhe aplaudem;
Todos lhe querem, você é a onda;
Mas não me venha com metafóricas palavras;
Pois aqui elas não tem sentido algum;
O que interessa é o que você demonstra ser;
Não o que realmente você é;
Vamos beber até cair;
Vamos varar as noites sem ao menos dormir;
Respirando este ar copularemos sem parar;
Sendo assim em algum meses envelheceremos alguns anos;
Mulheres querem seu corpo;
Não suas palavras;
Enquanto você permanece entre elas;
Seu amor se vai pela porta dos fundos;
Enquanto você pensava sobre seus ilusórios caminhos;
Velhos hipócritas comemoravam sua ausência;
Para que mostrar aos outros até onde podemos ir?
Mas se seus olhos não vêem o você  tem;
Se você quiser posso lhe dar mais;
Muito mais.



domingo, 20 de novembro de 2011

LA POÉSIE ET DE LÁTTENTION HIPERATIVITE AVEC DEFICIT

La poesie, la musique rock, philosophie, politique, religion et un TDAH chronique.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O QUE FAREMOS?


O que faremos com essa inquietação constante?
Que entorpece nossas mentes e domina nossos instintos?
Você quer anestesiar seus sentidos ou  reprogramar a sua mente?
O que faremos com esses sonhos inacabados;
Resquícios  de noites bandidas de outrora?
Olhos delirantes nos vestígios de um passado;
Que faremos quando a melancolia nos fizer sentir exilados;
Em nossos próprios corpos?
Nostalgia sem explicação;
Que faremos com essa insanidade ponderada;
Que desequilibra nossa razão, que revitaliza nossa emoção?
Até quando estaremos imunes?
A sensualidade eclode num magnetismo irresistível;
Que faremos com essa cumplicidade que nos torna reféns em potencial?
Até quando manteremos o controle?
Se por vezes nos sentimos como astros desalinhados em órbitas estranhas;
Que tememos então?
Se estamos tão alheios á realidade onde a matéria impera;
Será que estamos passando a limpo o rascunho de nossas vidas?
Ou estaremos reinventando as nossas histórias?
RSF.

domingo, 13 de novembro de 2011

SÓ VOCÊ


Olhe em meus olhos;
E veja os caminhos que já percorri;
Entre nos meus sonhos;
E veja o mundo que criei para você;
Agora você pode entender o que realmente sinto por você?
Minhas palavras são vagas para o muito que quero;
Minhas noites são longas para os dias que espero;
Ainda hoje pensava sobre coisas que você me disse ontem;
E logo podia sentir meu corpo serpentiando sobre o seu;
Nômade de ventos de caminhos errantes;
Completamente anestesiado;
Meus excessos novamente fecharam meu olhos da realidade;
Você não poderia partir sem antes me ouvir;
Onde você esta que quase não ouço falar?
Lá fora há uma multidão batendo em minha porta;
Muitas vezes sem saber o porquê;
Mas aqui só há lugar para você;
Você poderia devolver um sorriso que um dia perdi;
Olhe em meus olhos;
Veja os caminhos que percorri para hoje estar aqui;
Entre em meus sonhos e me faça mais uma vez sorrir.




MUNDO INSANO


O  que aconteceu que você esteve tanto tempo fora?
Sentiu saudades de mim?
Ou a loucura já devorou sua sanidade?
Espero que você tenha algo que possa me interessar;
Sonhos?
O que posso fazer com sonhos inacabados?
Você não esta mais na onda;
A sensação do momento há muito se foi;
Obsoleto e esquecido você segue por caminhos estranhos;
Você teve muito e renegou tudo lentamente;
Você trocou corpos a sua disposição;
Por alguns instantes de reflexão;
Noites agitadas por dias melancólicos;
Andando por caminhos estranhos;
Agora eu vejo em seus olhos esta expressão solitária;
O que você quer que eu faça?
Companhia neste estrada silenciosa?
Ou quer que eu perca meu precioso tempo;
Pensando sobre os sentidos da vida?
Você sabe que odeio abrir portas para anônimos;
Assim como odeio expressar sentimentos humanos;
Você foi apenas mais um dos rebelados;
Que fugiram da minha órbita;
Á procura destes estúpidos caminhos;
O que você conseguiu?
Conhecer o outro lado das coisas?
Ou a decifrar como vou agir no amanhã seguinte?
Obsoleto e esquecido você segue por caminhos estranhos.

ATTENTION DEFICIT HIPERACTIVITY DISORDER

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VERSOS TRISTES


E cegarei os olhos da criança;
Para que ela não mais veja;
Álem do que as outras possam ver;
Com a aurora mais negra que o dia já viu;
E tudo será de uma única cor;
De um único tom;
De uma única sensação;
E taparei os ouvidos;
Para que ela não mais ouça;
O doce canto dos ventos;
Pelos vales e montes;
Para que tudo seja de uma única música;
De um único rítimo;
De uma única nota;
E cortarei sua garganta;
Com a mais fina lâmina;
Onde suas palavras carregadas;
De paixão e emoção;
Jamais ganhe forma;
Sentido e compreensão;
E o verbo morra em si;
Prisioneiro do silêncio tudo será;
Quanto a sua alma;
Já julgada e condenada;
Deixo o mais cinza dos céus;
A mais fria das noites;
E como consolo;
A mais triste das poesias.


Do que adianta os sentidos aguçados se a compreensão é limitada?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NOS PALCOS DA VIDA


Nos palcos da vida, vou procurando cultivar a alegria e a paz;
Para depois colher sorrisos;
Minha cortina é muito pesada como tantas outras;
Mas o meu medo é insegurança;
Me sufoca ao final de cada cena;
O escript oculto atrás da cortina;
Me afasta deste mundo que existe do lado de fora do teatro;
Existem cenas que ainda não estou preparado para levar ao público;
Por isso a maquiagem nunca é tirada;
Preciso achar sentido para os traços da minha face;
Para os contornos do meu rosto;
Só assim não vou mais precisar do pó, da tinta e do nariz redondo;
Só assim vou poder sorrir ao mundo;
Sem a máscara, sem medo da platéia.


NAS PORTAS DO PASSADO


Os olhos se fecham;
A porta se abre;
Olhos de jade;
Invadem meu ser;

Estrada longa de curvas perigosas;
O Sol nos ilumina  nas chuvas de Abril;
Visões distorcidas em sonhos psicodélicos;
Lágrimas correm em faces estranhas;
Visões de um mundo distante;
Em sonhos inacabados;

Os sentidos estão proibidos em meus pensamentos;
Os mapas já se perderam com o tempo;
As paralelas já se cruzaram no paradoxo da vida;

Os olhos se perdem;
Na porta oculta;
Olhos de jade;
Eu preciso entender;

Meu espírito se desdobra;
E vaga na noite gelada em busca de resposta;
Qual é a sua verdadeira face?
Qual é a sua palavra final?

Os olhos se  abrem;
As portas se  fecham;
Olhos de jade;
Fazem-me sofrer.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

SE


Se eu fosse um início não teria fim;
Se eu fosse um relógio estaria atrasado;
Se eu fosse uma bomba teria explodido;
Se eu fosse um céu seria nublado;
Se eu fosse um réu seria culpado;
Se eu fosse luz teria se apagado;
Mas se eu fosse tão inteligente estaria a seu lado.

Se eu fosse um beijo  seria único;
Se eu fosse olhos seria paranoicos;
Se eu fosse palavras seria insanas;
Se eu fosse um rei não teria palácio;
Se eu fosse guerreiro seria imortal;
Se eu fosse veneno seria letal;
Mas se eu não estivesse certo seria um deserto.

Se eu fosse um trem estaria partindo;
Se eu fosse um mago regeria os ventos;
Se eu fosse puro amor seria eterno;
Se eu fosse um quadro seria abstrato;
Se eu fosse um Sol seria eclipsado;
Se eu fosse um poeta seria pirado;
Mas se eu fosse um pouco mais lúcido teria te amado.

Se eu fosse uma estação seria verão;
Se eu fosse sonho seria alucinação;
Se eu fosse um passado seria um vulcão;
Se eu fosse teoria seria indefinida;
Se eu fosse lenda seria esquecida;
Se eu fosse noite seria bandida;
Mas se eu fosse um fim jamais seria assim.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

BELAS


Desculpe-me se  não pude seguir o seu caminho;
Não tente entender como vivo;
Apenas procure entender o que digo;
Desculpe-me.

sábado, 22 de outubro de 2011

NÃO



Eu não preciso da poeira branca que lhe encobre;
Eu não preciso do seu beijo ácido;
Eu não preciso do seu corpo indecente;
Não vá pensar que sua ausência me faça descontrolar;
Pois não preciso de droga alguma que possa me acalmar;
Não quero que controle meus passos;
Não quero que siga meus rastros;
E não me venha dizer oque devo fazer;
Se você ainda não aprendeu a viver.

DIAS DO PASSADO E FUTURO

( non- sense)

Na porta quando vejo no céu longo escuro tempo sabemos que toda vida passa lágrimas ocultas da porta secreta que possa ela falar de psicodélicos no mar em dias de chuva jade ainda ande comigo dos astros dela que labirintos da desordem entram no último circulante poema é possível um anjo ocultar a morte do futuro eclipse  seja a essência do beijo na lua perdidos no espaço da loucura cilindros cibernéticos ocultará na escuridão gritos de pássaros em olhos metálicos de esquecimentos contínuos em total desiquilíbrio ela entenderá o céu em doces cogumelos  pelos ventos e mentes fúnebres do possível pássaro de espelho vermelho na miragem do último espaço da sorte jogado de hipnose em experiências de lixo sem firmamento vê-la entorpecida na história nublada com fogo na boca bem alto sobre a vegetação de sorrisos e músicas da face do vento da loucura azul adeus verão amigo da memória machucada tribo programada vou destruir as direções da contradição delírios no lugar diga-me poema da morte a terra extrema chega real nas chamas da salvação ressuscite a vida em noites de algodão veia perdida na terra vaga túnel de entranhas próxima frustração de sonhos explícitos chega minha criança estrada escura cidade fria trémulos espinhos na miragem cega deserto acabado esconde beijo transcendente fala o espírito nos dias do passado e futuro.

ADHD A VIAGEM

I
Todos estão ao seu lado;
Eles querem lhe mostrar tudo que está a sua frente;
Empolgados pela situação tudo parece ser tão simples;
Não existe outra coisa;
Um mundo limitado, mas real;
Na brisa de uma noite perdida;
Ou de um dia qualquer;
Num único momento;
Todos no mesmo rítimo;
Na mesma sinfonia;
De repente uma interferência...
Alguns canais se fecham;
O que houve?
Um tempo de silêncio;
Eles falam e não se pode mais ouví-los;
Eles vêem e não se pode mais vê-los;
Preso em algo desconhecido;
A distância alivia;
A mente se perde num longo caminho irracional;
Onde os sentidos se encaixam;
E todos detalhes são percebidos;
Minutos preciosos da vida;
Novamente quebrados pela realidade;
Eles já podem ser vistos;
Já se podem ouví-los;
Sob as estrelas da noite perdida;
Ou sob o Sol de um dia qualquer;
Um corpo inerte;
Uma morte externa;
Eles estão todos ali;
Eles querem que você saiba oque está acontecendo.

II

O corpo para;
Não existe situações;
Nem momentos;
Por vezes nem inspiração;
Não existe nada;
Apenas um silêncio indeterminado;
Apenas uma viagem;
De imaginação e delírios;
Preso em outros ideais;
Num outro sistema.










CAÇADOR DE ILUSOES


Os punhos cerrados;
Tornaram os sonhos vazios;
Os lábios calados;
Minaram os olhos vadios;
Os corpos molhados;
Afogaram vidas sofridas;
Nos planos traçados;
Em noites bandidas;
Nas diferenças das linhas ;
Idéias caçadas;
Na diferença dos objetivos;
Mãos trituradas;
Com a distancia dos corpos;
Fronteiras fechadas;
Com a fúria dos ventos;
Trilhas apagadas.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DOMÍNIO ASTRÔNOMICO


Correndo em espaços vazios;
Anos e anos neste mesmo corpo;
Fugindo da luz de uma estrela já que se extinguiu;
A procura de um novo Sol para aquecer;
Vejo Orion, Alfa e Centauro;
Sistemas indefinidos de um passado remoto;
Vejo bocas, olhos e corpos eclipsados por um passado distante;
Segue a fuga da luz profunda;
Segue sem rumo perdido e confuso;
Como cometas astrais;
Perdidos no espaço sideral;
Dando voltas elípticas em torno de algo desconhecido;
O tempo é escasso pelos mundos em que passo;
E já se foram muitos os mundos passados;
Mas o caminho ainda é vasto;
Vejo Beta, Calipso e Capela;
Mundos distantes de um tempo em evolução;
Vejo silhuetas, mentes e idéias distorcidas pela matéria;
Conflitos de uma terra em desespero;
Rotacionando entre si;
Orion, Alfa e Centauro mundos egocêntricos;
Destruidores de pequenas estrelas;
Diga-me astros do egoismo;
Qual o seus planos?
Qual seus objetivos?
Se quiseres dominar é melhor aprender a amar;
Num caminho tortuoso pelo espaço tempo;
Cercado de buracos e eclipses ocultos;
Na estrela morta sua luz sobrevive;
Ela se reflete nas entranhas do cosmos;
E ofusca os mundos menores;
Alterando o tecido espacial;
Alterando eventos futuros;
Uma atração fatal...
O que há?
Existe uma luta entre o verde e o castanho;
Que um dia  você conheceu;
Vejo Beta, Calipso e Capela;
O que há?
Existe um caminho que eu poderia lhe mostrar;
O tempo ensina a quem se destina;
Quando o céu começar a chorar estrelas cadentes;
Aquele mesmo Sol que um dia nos aqueceu;
Ocultará sua luz de glórias e histórias trágicas;
E quando essa luz se sentir fraca e fragmentada;
Só assim ela entenderá;
Que o Sol em sua eterna harmonia;
Sempre domina com magia;
Neste infinito espaço astronômico.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

NO TETO DO CÈU parte2 FADADO A CAIR


Cheguei ao topo;
Toquei o céu;
Conheci o segredo;
Eu pude ver o outro lado;
Dilatei meus sentidos;
Dentro dos meus limites;
Deslizei no éter;
Ouvi a canção;
Leve e extasiado;
Minhas asas se ausentaram;
Agora fadado a cair;
Como será ter que recuar?
Num vôo quase que sego;
Numa descida tão brusca;
Como poderei me controlar?

domingo, 9 de outubro de 2011

A ONDA PERFEITA


No cenário secreto ela está lá;
Sozinha a me esperar;
No encontro esperado;
Conheço manhas e magias de te molestar;
Você aponta no horizonte;
Cresce e estoura para me impressionar;
E eu fico ali sem falar;
E você me chama e você me atrai;
E eu te espero;
Mas você não vem;
E eu vou até você;
E logo você cai sobre meu corpo;
E me envolve e eu me perco nas suas ondulações;
O vento sopra terral;
E aquela chuva cai sobre minhas costas;
Então você me mostra seu corpo;
Me mostra sus perfeição;
E eu remo... remo...
E você me eleva;
Vou colocar para baixo;
E bater de front!
E você cava e tenta me dominar;
Mas eu atraso e você me encobre;
E eu entubo no seu ventre;
E ouço você murmurar no meu ouvido;
Mas você quer mais;
E me faz correr até o lip;
E eu flutuo, vôo num floater;
Fecho os olhos e mergulho no seu íntimo;
Minha respiração para;
E por alguns instantes fico em êxtase;
Finalmente a superfície;
Vejo você sumir nas espumas;
E aparecer nos meus sonhos;
Mesmo cruzando mares;
Mesmo remando com as marés;
Você é divina;
Você é única;
No cenário secreto;
Este é meu point;
Este é meu surf;
Esta é minha onda.

IMAGINAÇAO


Neste espaço vasto;
Neste horizonte infinito;
Um olhar sob tensão;
Uma mente em expansão;
Silencioso e extasiado;
O mundo gira na mente que cria;
Liberto neste tempo parado;
A espera de um palco para encenar;
Pensamentos de um mundo;
Numa imaginação que voa, oscila, cria, destrói;
Fantasia sem que eu possa controlar;
Vão ao passado correm ao futuro;
Desenvolvem a história;
Guiam a trajetória;
Escolhem o final na vida irreal;
Quando os olhos se fecham e a mente se perde;
Existem coisas;
Existem falas;
Existem cenas;
Que eu posso imaginar;
Quando estes neurônios libertam seus demônios;
Não existem limites que eu possa parar;
Imagens em ação;
Neurotransmissores em constante excitação;
Libertam as asas da ficção;
Mergulhados em mares de ilusão;
Falta-me espaço em minha imaginação.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MIRAGEM


Meus olhos trêmulos;
Minhas mãos frias;
Meu corpo inerte;
Minha mente carregada;
Busco resposta no nevoeiro em minha mente;
Perco meus sonhos nas curvas dos meus pesadelos;
Espinhos torturam meu corpo;
Rasgam minha alma,destroem minhas esperanças;
Incertezas formam minha estrada;
Decepções criam um deserto que esconde obstáculos;
Um túnel escuro a minha frente;
Só me resta esperar a próxima curva;
Corrida cega cercado pelo medo, pela dor e pelo desespero;
Receio descobrir que o amor é uma ilusão;
E que a próxima cidade após o túnel;
Se chame solidão.

CORES DA ALMA


Diferentes idéias em diferentes estilos;
Diferentes traços em diferentes direções;
Diferentes cores em diferentes tons;
Diferentes desenhos em diferentes formas;
Diferentes estilos em diferentes vidas;
Na mente uma idéia;
No pincel o contorno da alma;
Nas cores um sentimento;
Um desenho em busca de sentido;
Entre o belo e o ridículo;
Entre o domínio e o descontrole;
Diferentes telas;
Em diferentes mundos.

FACE OCULTA


Andando para traz;
Sorrindo tristemente;
Levando a vida como se leva um tombo;
Jogado como lixo nas esquinas do mundo;
Vou onde o destino sopra mais forte;
Em qualquer lugar;
Em todas as direções.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

NOITES BANDIDAS


O que vamos fazer esta noite?
Tão sozinhos e sem limites;
Tão livres e sem hora para voltar;
Na cidade caos não sabemos se vamos amar ou se vamos lutar;
As crianças estão todas loucas esperando a ajuda de algum estranho;
E pelo telhado negro que nos encobre;
A lua esconde os mistérios da noite;
Enquanto alguns dormem;
Outros morrem;
O que será de nós esta noite?
Tão expostos e frágeis;
Tão sob suspeita e vulneráveis;
Vamos rir ou chorar?
Vamos ouvir ou falar?
Mulheres despidas em noites bandidas;
Você quer ir ao céu?
Ou quer tomar um drinque no inferno?
A cidade caos não dorme;
Para que seus ilustres mutantes possam se exceder;
Venha garota se exceder nos confins da noite;
Venha dançar nos meus pensamentos;
Venha ser livre sem modos ou comportamento;
Nesta hora que alguns adormecem;
É a hora que outros aparecem;
Entorpecido no seu suor;
Talvez eu me sinta melhor;
Venha garota sem medo ou insegurança;
Se você quer saber oque há por traz destes olhos sombrios;
Venha penetrar neste disfarce vazio;
Não podemos mais fingir;
Garrafas vazias denunciaram nosso estado de embriaguez;
Meus caminhos tortos;
Nunca mais serão como aqueles olhos mortos;
E quando os poetas começarem sua redenção;
E a boemia acabar então;
Correremos até a alvorada;
Embriagados e assustados;
Atrás do último gole de ilusão.


MEU


Meus olhos;
Paranoicos olhos;
Meu sorriso;
Sem graça sorriso;
Meu mundo;
Distante mundo;
Você um dia ....
Seria capaz de me compreender?

sábado, 1 de outubro de 2011

A VIDA


E a vida surge num dia desses que você nem espera;
E cresce e pulsa e desabrocha que você nem percebe;
E ganha força e cria sonhos e toma partido e faz escolhas;
Evoluindo através da noite dos tempos;
Alguns vivendo tudo em tão pouco;
Outros existindo e não mais vivendo;
Eis a diferença de alguns poucos e de muitos outros;
Viver e conhecer, sobreviver e esperar morrer.

O QUE FALTA?


Falta viver um mundo que é de poucos;
Respirar a poesia que já foi de outros;
Falta entrega de tudo que se pode doar sem medo de errar;
Falta fúria, sede e emoção no  ato que se vive; 
Suor no corpo que se exalta;
São mãos, dedos, unhas e corpos que não se adentraram;
Peles que não se marcaram;
Falta enlouquecer os sentidos e enterrar a inércia;
Quebrar as regras e esquecer todo o resto;
Falta explosão na mansidão;
Delírio no lugar da razão;
Falta a perda do controle, o fim do pudor;
Falta a respiração ofegante e os músculos exaustos;
Falta retorno;
Falta resposta;
Falta desejo;
Falta fluidez no sentido que o vento sopra.

O ÚLTIMO DOS POEMAS


Que o passado se torne apenas uma lembrança;
Que seus rastros não me sigam mais durante a vida;
Que seja o último momento de hipnose, e que a lucidez me tome por completo;
Que sua boca se cale diante da minha angustia, mesmo que não possa mais ouvir suas palavras;
Que o feitiço do seu beijo se quebre, ainda que eu fique abalado;
Que aquele doce sorriso se desfaça em minha memória;
Que o amor que já se perdeu em algum lugar, não volte mais mesmo que não esteja acabado;
Que sua essência não se transforme em delírios;
Que o convívio com os meus delírios seja um pouco mais suportável;
Que esse seja o último dos poemas;
E que a inspiração que me vem ao momento não se vá;
Pois a história se acaba;
E um novo futuro aqui começa.

UM POSSÍVEL PASSADO


Um possível passado;
Um caminho imprevisível de êxtase e loucura;
Um deserto vasto e abstrato soa o eco de gritos na escuridão;
Um grande sonho que me traz o desiquilíbrio e a glória;
Sob o céu azul vejo a miragem tornar-se realidade;
Um grande labirinto;
Um amor perdido;
Uma frustração explicita;
Chega de doces sorrisos e pequenas traições;
Uma face marcada os olhos queimam;
As chamas o torturam;
Vejo a loucura em seus olhos;
Um caminho que me traz a mente;
Uma possível lembrança de um possível passado.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

ECLIPSE

I
O tempo me faz cansado, e os anos se passam;
Os sentidos não são mais os mesmos;
Mas os corpos celestes continuam em seus destinos;
O tempo age sobre nós e minha face se altera a cada dia;
O astro rei nos ilumina e me faz enxergar sua áurea;
E logo vejo seu olhar cada vez mais distante;
Eu posso entender seus movimentos, mas você não mais;
Esferas gigantes giram no espaço sideral;
Sustentadas no vácuo;
E eu mesmo apoiado não posso mais andar;
Envolvidos num campo magnético;
A atracão me aprisiona e me faz refém;
No movimento dos astros tudo continua como no começo;
O tempo não para e não deixa de passar;
Metade da luz já se foi e sua visão ainda é limitada;
Não assine sua sentença;
Olhe para o céu e veja o espetáculo;
Os astros se alinham , se acasalam num momento único;
O seu tempo não é como o deles;
Olhe o eclipse;
A sombra já lhe encobre;
O último raio de luz se foi;
Os astros se alinharam a penumbra nos cobriu;
Eu pude entender e agora sei oque fazer;
Você nem quis saber e agora a noite invadiu o dia;
Você não pode me ouvir;
Você não quis me seguir;
Você pensou que não era real;
E não contou com o eclipse total.
II
Mesmo sob luz;
Meus olhos se pesaram diante de imagens do passado;
Mas ainda posso vê-la;
E você não consegue me entender;
No princípio era apenas uma atração;
Assim como o astro maior sobre o menor;
Na inércia de idéias e na ausência de sentidos;
O tempo passa e você continua a mesma;
No movimento dos astros;
Sua visão é tremula e incerta;
Sua contradição é sua sentença;
E mesmo assim você não percebe que o tempo é curto;
Na escuridão parcial;
Vejo seu mundo girar em torno de si;
Oh! Minha criança será sua doce inocência;
Ou sua pobre ignorância?
Olhe para a lua e veja o tempo que lhe resta;
Sua beleza é ofuscada pela sua incerteza;
Olhe adiante e procure o verdadeiro sentido das coisa reais;
 Veja oque atrás da sombra que lhe encobre;
Pois assim como a terra encobre a lua;
O material encobre o espiritual;
Num eclipse total.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

VENTOS

Zéfiro
Aos ventos que sopram por todas as partes;
Que levam mensagens de amor e dor;
Que levam a doce sensação de liberdade;
E na sua ausência o cárcere do corpo;
A atrofia da alma;
Que espalham sementes de vida e paz;
Algoz de campos varridos de morte;
Coisas e fatos se perdem levados por ele;
E outras tantas mais se acham junto a ele;
Aqui e em todas as direções. 

QUASE SEM QUERER


Por muito tempo;
Conheci coisas;
Fiz uma imagem;
Que muitos queriam ter;

Por muito tempo;
Brinquei de escrever;
Sem querer;
Revelei verdades que muitos;
Não queriam saber.

domingo, 25 de setembro de 2011

EXCESSOS


Poemas contêm excessos;
Palavras contêm excessos;
Segundos seguem e vidas se excedem;
Verdades e mentiras se esbaldam em excessos;
Paixões são excessivas;
Excessos são loucuras;
Os poetas não deixam de se exceder;
Quando precisam aparecer.

sábado, 24 de setembro de 2011

VENTOS DO OESTE


Eu sei.... no final de tudo....
Quando meus olhos enevoados se perderem no horizonte;
Quando a música que tanto ouvi, já me parecer distante;
E minha maquiagem já de fato estiver alterada pelo tempo;
E meus olhos apontarem a direção dos meus passos já cadenciados;
Lembrarei dos ventos que outrora do oeste sopraram;
Da mais leve brisa a mais forte tormenta;
Ventos que me acalentaram a alma;
Ventos que me despertaram
Ventos que me nortearam;
Quando o tempo já for escasso;
Eu terei a certeza que os ventos do oeste;
Sempre sopraram mais fortes.

OPOSTOS


Os opostos não são filhos do acaso nem caminham a esmo;
São apenas faces de uma mesma verdade;
Assim como o poente anuncia a noite para  logo o nascente pintar o novo dia;
Separados por  um breve momento perdido no espaço e no tempo;
Que tempo separa a felicidade da tristeza?
Se agora meu riso se torna um canto e logo meu silêncio faz-se pranto;
Que tempo separa a juventude da velhice?
Se há tantos jovens que são tão velhos e velhos que ainda são tão jovens;
Até ontem me sentia uma fortaleza;
Bastou um novo dia, uma nova roupa, uma nova cena;
Agora já escravo da fraqueza;
E o que falar da coragem que embalou sonhos;
E empurrou multidões e na reta final;
Tropeçou no medo e se desfez como castelos na areia;
Que espaço, que tempo é esse que determina a glória do fracasso?
A razão da loucura?
A ordem do caos?
Agora vejo o passado como cinzas de um combustível já queimado;
E o futuro como um desenho inacabado, feito a lápis prestes a ser alterado;
O que me resta é o hoje é o agora;
Pois o que é hoje amanhã não mais;
O que hoje você tem sob controle;
Amanhã escapa por entre seus dedos;
Que tal viver, que tal fazer, que tal amar como se fosse a última vez?
Se a vida é feita de forças, sentidos e emoções opostas;
De pequenos e grandes paradigmas e paradoxos;
Como pode o mesmo ar que mantém vivo;
Que revigora minhas células é o mesmo que me mata?
De maneira calma e serena sem que eu perceba;
Que linha tênue separa a vida da morte?
Se o tempo que nos é dado foge ao nosso controle;
E corre de maneira contínua e furtiva;
Os opostos andam lado a lado;
O que de fato a vida escolhe?
O que de fato nós escolhemos?
Hoje eu vivo, talvez ainda hoje eu morra.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VULCÃO



Não se pode deter a explosão de um vulcão;
Nem a intensidade de suas erupções;
Assim como não se pode prever a quantidade de lava que ele expele;
Nem mesmo a distância que suas cinzas alcançam;
Tudo depende do tempo que se vive;
Da intensidade que o impulsiona;
E do vento que sopra.

SOL OCULTO


Existe um sol em seu céu;
Você pode sentir?
Existe um astro em seu mundo;
Você pode ver?
Dia após dia;
Noite após noite;
Ele cintila, oscila e radia;
A quem nele se guia;
E você ainda não pode entender;
Astro do anonimato;
Mestre do silêncio;
Oculto rei, distante velejador;
Multidão desvairada corre sem direção;
Estrela oscila sem compreensão;
Retire a cegueira da visão;
Quando você abrir as portas da percepção;
Você entenderá;
O Sol e asi em sua própria razão

BELAS


Minha lágrima é minha essência;
Ela se propaga ao extremo;
Onde poucos ouvem;
Onde poucos chegam;
E os poucos que chegam;
Apenas um a vê.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

NO TETO DO CÉU


Ultimamente andei pela sombra;
Vendo coisas que me cansaram as vistas;
Ouvindo coisas que me atrapalharam os sentidos;
Ultimamente andei me armando;
De sonhos e idéias, desejos e devaneios;
E coisas desse  gênero;
Preciso uma vez mais voar acima de tudo isso;
E chegar ao teto do céu;
Onde o albatroz faz seu voo sublime e soberano;
Onde tudo parece ser tão pequeno;
E lá descobrir uma nova vista;
E ouvir uma nova canção;
E libertar meus sentidos da contra mão;
Mas o afã que me segue é demasiado grande;
E o lume que me orienta chegou ao seu termo derradeiro;
Espero não ser mais um ímpio a sucumbir pelo caminho.

POR UM INSTANTE


E se por um instante, eu pudesse além de falar;
Eu pudesse mostrar-lhe tudo que vivi;
Tudo que sonhei;
Tudo que senti;
Tudo que criei,
Tudo que destruí;
E se por um instante minha aura transparecesse;
E minha essência ávida por compreensão gritasse;
E em flancos distantes minha voz ecoasse;
E o mundo inteiro então despertasse;
Ainda assim, tudo isso seria como folhas secas;
Bailando numa manhã de outono;
Nada mais que palavras perdidas ao vento;
Nada mais...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

MEU ANJO


Anjo que me velas;
O que é que me espera?
Se o vento que agora sopra é o mesmo que me leva;
Se meus dias engolem meus dias
E meus anos colecionam velhos anos;
E o meu tempo não é como o seu;
Anjo que segue meus caminhos;
E conhece minhas entranhas;
Por que tudo agora se desperta?

BURACO NEGRO SOLAR


Me perdi nas entranhas de uma mente eloquente;
Á margem de um buraco negro solar;
Cercado de estrelas e cometas;
No horizonte de eventos;
Prestes a ser tragado;
Ou ser expelido;
Prestes a ser amado;
Ou ser odiado.

domingo, 18 de setembro de 2011

CORRA



Corra, corra meu único amigo;
O sol poente há muito nos deixou;
Agora é melhor correr;
Corra durante toda noite de insônia e nervos alterados;
Não há nada que possa ser feito;
Além do seu triste arrependimento;
Feche seus úmidos olhos e corra do seu passado de culpa;
Não olhe mais para trás, mesmo que jamais olhe em seus olhos novamente;
Corra ilusionista, sonhador;
Corra poeta, distante navegador;
É chegada a hora de pintar um novo mundo;
Com as cores que só você conhece;
Uma nova vida de histórias que jamais se esquece;
Sua grande obra ainda está por vir;
A estrada é longa e silenciosa;
Faça florescer seu deserto arenoso;
Faça valer seu desejo de mudar;
Mas corra;
Corra como nunca.